Dom João Francisco Salm apresenta metodologia da pesquisa sobre a saúde dos bispos e padres no Brasil

27 de abril de 2022

“Um cuidando do outro e todos cuidando de todos”. A frase carrega a síntese do tema apresentado pelo bispo de Novo Hamburgo (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Francisco Salm, na segunda Coletiva de Imprensa da 59ª Assembleia Geral, na tarde desta terça-feira, 26 de abril.


Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Francisco Salm. Foto: print.

O bispo apresentou o processo de elaboração da pesquisa sobre a saúde dos bispos e padres no Brasil. O prelado iniciou sua exposição explicando o contexto que levou a Comissão ao desenvolvimento da iniciativa: “Vivemos tempos muito exigentes. Todos nós, homens e mulheres de todas as idades, também o padre e o bispo. Somos de carne e osso e sentimos o que todo mundo sente: dores, cansaços, dúvidas e medos”, apontou.

Dom João Francisco destacou que atualmente constata-se que há muitos padres e bispos que se sentem cansados ou desanimados e, diante desta realidade dolorosa, há um apelo à CNBB e à Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada para uma ação de cuidado do episcopado e do presbitério.

“Mas o que fazer? Como prestar um serviço útil e fraterno neste sentido?”, questionou. “Na troca de ideias e olhando para experiências já existentes, percebemos então a necessidade de colher dados dos padres e bispos para que depois fossem analisados por especialistas a fim de ajudá-los”, relatou dom João.

Levantamento dos dados

Para dinamizar a pesquisa, foram elaborados dois questionários, um voltado aos bispos e outro direcionado aos padres. A ideia da Comissão é que o link aos bispos seja liberado na tarde desta terça-feira, via e-mail pessoal do episcopado do brasileiro. Já aos padres, o questionário será aplicado no Encontro Nacional de Presbíteros (de 9 a 14 de maio em Aparecida) e depois enviado às Pastorais Presbiterais de cada diocese.

“É preciso conhecer bem a realidade e ter um bom diagnóstico para saber qual remédio utilizar”, acrescentou dom Salm. Para isso, o bispo explicou, cada um dos dois questionários possui uma abordagem específica ao seu público e apresenta questões relacionadas a saúde integral da pessoa, contemplando o físico, o espiritual e o psíquico. “As perguntas procuram fazer um check up, para que se possa fazer um diagnóstico amplo e acertado”, pontuou.

Proteção das informações e próximos passos

Uma das principais preocupações da equipe que elaborou os questionários e que trabalhará na sistematização dos dados obtidos é a proteção e privacidade dessas informações. Sobre isso, dom João Salm reforçou que a pesquisa tem como única intenção o estudo e mapeamento da realidade da saúde episcopal e presbiteral. “Não serão publicados ou divulgados”, assegurou.

A previsão é que o questionário direcionado ao episcopado permaneça aberto para receber respostas durante esta semana. Depois, será fechado para o início do processo de sistematização e análise dos dados, com uma equipe especializada que deve apontar pistas de ação a partir da realidade apresentada. A expectativa da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada é poder retornar com estes indicativos na etapa presencial da Assembleia Geral, no fim de agosto.

Já em relação aos presbíteros, após a aplicação no Encontro Nacional, o questionário deve ainda ser direcionado a cada Igreja Local, de modo que a sistematização e análise de dados deve se estender por mais tempo, a fim de priorizar a participação efetiva dos presbíteros e um tempo hábil para análise e construção de indicativos de ação.

Com colaboração de Victória Holzbach, assessoria de Comunicação do Sul 3

CNBB

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