Superiores Religiosos do Chile: “A vida renasce quando tudo parece perdido”

27 de novembro de 2020

Nesta sociedade em transição, com novas oportunidades, novos horizontes, nova vida – porque a vida renasce, propriamente quando tudo parece perdido –, a Vida Religiosa tem estado presente, de forma silenciosa mas ativa, acompanhando os deserdados e os sofredores, consolando muitas pessoas que viveram a perda de seus entes queridos e, em comunhão fraterna com todos, participando ativamente dos novos processos de transformação, afimam os Superiores Religiosos numa Mensagem publicada após sua Assembleia Geral

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A Conferência dos Religiosos e das Religiosas do Chile (Conferre) divulgou esta quarta-feira (25/11) a Mensagem da Assembleia Geral dos Superiores Maiores, realizada a distância nos dias 16 a 18 de novembro.

Qual deve ser nossa missão hoje?

A Assembleia deu a oportunidade de olhar para a realidade do país e abordar a crise sanitária causada pela pandemia da Covid-19, bem como os casos de abusos sexuais.

Foram expostas realidades dolorosas ligadas à pobreza, às injustiças e às disparidades sociais, “que trouxeram à luz um conjunto de fragilidades, tensões, conflitos e desigualdades”, diante das quais a Conferre se perguntou: “qual deve ser nossa missão hoje”, para acompanhar um povo que reivindica uma nova forma de sociedade, de país?

Ao lado dos deserdados e sofredores

Nesta sociedade em transição, com novas oportunidades, novos horizontes, nova vida – porque a vida renasce, propriamente quando tudo parece perdido –, a Vida Religiosa tem estado presente, de forma silenciosa mas ativa, acompanhando os deserdados e os sofredores, consolando muitas pessoas que viveram a perda de seus entes queridos e, em comunhão fraterna com todos, participando ativamente dos novos processos de transformação.

Referindo-se ao novo processo constituinte, a Conferre especificou que “ele é, por um lado, um símbolo de uma nova etapa na história de nosso país e, por outro, a possibilidade do nascimento de um novo pacto social que gere, a médio e longo prazo, as transformações de que o país necessita”.

Ser “uma casa de portas abertas”, porque a Igreja é mãe

A Assembleia Geral dos Superiores Maiores, neste contexto difícil, expressou então seu sonho: “Sonhamos novamente ser uma Vida Religiosa comprometida com a construção de um novo Chile, onde nos reconhecemos como irmãos e irmãs. Somos chamados a ser hoje, uma vida consagrada que está no coração da história, como portadores da força e da novidade do Evangelho”.

“Queremos, junto com toda a Igreja – pastores e comunidades cristãs – ser ‘uma casa de portas abertas porque a Igreja é mãe’. E como Maria, a Mãe de Jesus, queremos ser uma Igreja que serve, que sai de sua casa, que sai de seus templos, que sai de suas sacristias, que acompanha a vida, que sustenta a esperança; que é um sinal de unidade, (…) que constrói pontes, que abate muros, que semeia reconciliação (FT, 276).”

Descobrir em Jesus, o Bom Samaritano

Nesta hora especial de nossa pátria, conclui a mensagem, somos convidados como Vida Consagrada a descobrir em Jesus, o Bom Samaritano, “um ícone que ilumina e encoraja nossa caminhada nos contextos complexos em que estamos inseridos”, e a nos sentir chamados a participar ativamente do processo constituinte; a criar pontes que gerem vínculos e tornem possível uma nova cultura do amor e do diálogo; a promover a participação ativa dos leigos, acompanhando as pessoas, as comunidades cristãs e as organizações sociais; a colaborar o máximo possível neste processo de transformação social, tornando possível o trabalho em rede e oferecendo nossos espaços e plataformas para favorecer a participação, a formação e o diálogo; e a continuar nossos esforços para criar ambientes que protejam e respeitem a dignidade de todas as pessoas.

Fonte: Vatican News

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