A mais nova diocese da Igreja no Brasil, Araguaína (TO), foi instalada no sábado, 15 de abril

18 de abril de 2023

Criada no dia 31 de janeiro de 2023, a diocese de Araguaína (TO) foi instalada, canonicamente, na tarde do sábado, 15 de abril, durante a missa solene na catedral provisória de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Araguaína.

Em seu discurso de agradecimento, dom Giovane Pereira de Melo, o primeiro bispo diocesano de Araguaína e presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), afirmou que “a criação da nova diocese coloca o povo mais próximo do seu pastor e a Igreja mais próxima do povo, de seus sonhos e aspirações.”

O Bispo ainda delineou os traços do programa pastoral diocesano, a partir da perspectiva eclesial da sinodalidade: “Estamos vivendo um novo tempo na Igreja, a experiência sinodal em curso convocada pelo Papa Francisco, por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão nos pede para avançarmos na escuta as distintas vozes de Deus que fala pela realidade, dialogar para favorecer encontros, alargando o espaço da nossa tenda, estendendo sem medo as lonas que nos abrigam, esticando as cordas e fixando bem as estacas (cf. Is 54, 2). Essa tenda é nossa Igreja, nossas comunidades, nossas pastorais, movimentos, organismos e serviços”, disse.

Dom Giovane convocou a toda comunidade católica da diocese de Araguaína para alargar o espaço da tenda e ser espaço de comunhão, um lugar de participação e uma base para a missão. Segundo ele, uma morada ampla, mas não homogênea, capaz de dar abrigo a todos, mas aberta, que deixa entrar e sair. Na diocese localizada na Amazônia Legal, o bispo reafirmou o compromisso da defesa da Casa Comum, do bioma cerrado, da terra, das águas e dos povos originários.

Colegialidade episcopal

O bispo auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, esteve no evento representando a Igreja no Brasil e CNBB. Para ele, Araguaína tornou-se uma diocese, uma porção do povo de Deus considerada madura, capaz de, sob a condução do bispo diocesano, levar à frente a missão evangelizadora da Igreja.

Para expressar a colegialidade episcopal, estiveram presentes ainda dom Pedro Brito, arcebispo metropolitano de Palmas (TO); Dom Philip Dickmans, bispo de Miracema do Tocantins (TO); Dom José Moreira, bispo de Porto Nacional (TO); Dom Welington de Queiroz, bispo de Cristalândia (TO); Dom Dominique Marie, bispo de Santíssima Conceição do Araguaia (PA); Dom Adriano Caccioca, bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT); Dom Miguel Ângelo, bispo de Oliveira (MG); Dom Vilson Basso, bispo de Imperatriz (MA); Dom Francisco Soares, bispo de Carolina (MA); Dom Carmelo Scampa, bispo emérito de São Luís de Montes Belos (GO) e monsenhor Ivanildo Oliveira, bispo eleito de Cametá (PA).

Além dos prelados, também estiveram presentes dezenas de presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas, autoridades civis e militares, representantes da sociedade organizada e de outras denominações cristãs.

Geografia e extensão

Desmembrada das dioceses de Tocantinópolis e Miracema do Tocantins, a nova diocese terá uma população estimada de 308.2178hab em um território de 35.826,93Km2, distribuídos em 19 munícipios do meio-norte tocantinense. A diocese de Araguaína contará com 22 paróquias, 18 padres diocesanos, 13 padres religiosos, 8 diáconos permanentes, 12 seminaristas e 15 religiosas.

Os municípios que comporão a nova diocese são: Araguaína, Arapoema, Aragominas, Araguanã, Bandeirantes do Tocantins, Barra do Ouro, Babaçulândia, Carmolândia, Campos Lindos, Filadélfia, Goiatins, Muricilândia, Nova Olinda do Tocantins, Palmeirantes, Pau D’arco, Piraquê, Santa Fé do Araguaia, Xambioá e Wanderlândia.

CNBB

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